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Tópico: Dez mentiras do governo Dilma

  1. #1
    Super Moderador Avatar de ClaudioRj
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    Dez mentiras do governo Dilma


    Numa época de mentiras universais, dizer a verdade é um ato revolucionário. Se George Orwell estivesse por ai, seria prontamente acusado de terrorismo eleitoral.

    Enquanto insistirem em falar mentiras sobre os “neoliberais”, cumprirei o compromisso de falar verdades sobre o governo.
    Há dois elementos constrangedores envolvendo o governo Dilma: a incompetência e a desonestidade intelectual - essa última conhecida popularmente como hábito da mentira.
    Inventam o que querem para evitarem a mudança de endereço. Abaixo listo as dez mentiras que mais me incomodam, cujas implicações ao seu patrimônio podem ser substanciais.
    Restrinjo-me a questões de economia e finanças. Não imagino que a mitomania limite-se a essa área, mas prefiro manter-me no escopo, por uma questão de pertinência desta newsletter.
    Ao não reconhecer os erros, mantém-se a rota errada da política econômica. Bateremos de frente com uma crise financeira em 2015.
    1. “A crise vem de fora.”
    Esse é o discurso oficial para justificar a recessão técnica em curso no Brasil. O que os dados podem nos dizer sobre isso? Comecemos do mais simples: o crescimento econômico do Governo Dilma será, na média, dois pontos percentuais menor àquele apresentado pela América Latina. Nos governos Lula e FHC, avançamos na mesma velocidade dos vizinhos.
    Indo além, há de se lembrar que a economia mundial cresceu 3,9% em 2011, 3% ao ano entre 2012 e 2013, e deve emplacar mais 3,6% em 2014. Nada mal.
    Comparando com o pessoal mais aqui ao lado especificamente, Chile, Colômbia e Peru, exatamente aqueles que adotaram políticas econômicas ortodoxas e perseguiram uma agenda de reformas na América Latina, cresceram 4,1%, 4,0% e 5,6% ao ano, entre 2008 e 2013.
    Enquanto isso, a evolução média do PIB brasileiro na administração Dilma deve ser de 1,7% ao ano.
    A retórica oficial, desprovida de qualquer embasamento empírico, continua ser de que a crise vem de fora. Aquela marolinha identificada pelo presidente Lula, lá em 2008, seis anos atrás, ainda deixando suas mazelas.

    2. “A política neoliberal vai aumentar o desemprego.”
    Não há como desafiar o óbvio de que o produto agregado (PIB) depende dos fatores de produção, capital e trabalho. Ora, com o PIB desabando por conta da política econômica heterodoxa, cedo ou tarde bateremos no emprego.
    Podemos não conseguir precisar qual a exata função de produção, ou seja, de como o PIB se relaciona com o nível de emprego, mas não há como contestar a existência de relação entre as variáveis.
    O crescimento econômico da era Dilma é o menor desde Floriano Peixoto, governo terminado em 1894, subsequente à crise do encilhamento. Há uma transmissão óbvia desse comportamento para o emprego.
    Os dados do Caged de maio apontaram a menor geração de postos de trabalho desde 1992. Em sequência, junho foi o pior desde 1998. E julho, o pior desde 1999.
    Quem vai gerar desemprego é a nova matriz econômica - não o fez ainda simplesmente porque essa é a última variável a reagir (e a única que ainda não foi destruída).

    3. “A oposição quer acabar com o reajuste do salário mínimo.”
    Essa é uma mentira escabrosa por vários motivos. O primeiro é trivial: os dois candidatos da oposição já se comprometeram, em dezenas de oportunidades, em manter a política de reajuste de salário mínimo.
    Ademais, quando Dilma se coloca como a protetora do salário mínimo, está simplesmente contrariando as estatísticas. O aumento real do salário mínimo foi de 4,7% ao ano entre 1994 e 2002, de 5,5% ao ano entre 2003 e 2010, e de 3,5% ao ano entre 2011 e 2013.
    Ou seja, o reajuste do mínimo na era Dilma é inferior àquele implementado por Lula e também ao observado no período FHC. Ainda assim, Dilma se coloca como o bastião em favor do salário mínimo.

    4. “A política neoliberal proposta pela oposição vai promover arrocho salarial.”
    Esse ponto, obviamente, guarda relação com o anterior. Destaquei-o mesmo assim porque denota a doença de ilusão monetária ou uma tentativa descarada de enganar a população.
    Arrocho salarial já vem sendo promovido pela atual política econômica, por meio da disparada da inflação. O salário nominal, o quanto o sujeito recebe em reais no final do mês, não interessa per se. O relevante é como e quanto esse numerário pode ser transformado em poder de compra - isso, evidentemente, tem sido maltratado pela leniência no combate à inflação.
    Precisamos dar profundidade mínima ao debate. Se você consegue aumentos sistemáticos de salário acima da produtividade do trabalhador, a contrapartida óbvia no longo prazo é a inflação, que acaba reduzindo o próprio salário real.
    O que os “neoliberais” querem é perseguir aumentos de produtividade maiores e duradouros. Isso permitiria dar incrementos de salário substanciais, sem impactar a inflação.
    Caso contrário, aumentos do salário nominal serão corroídos pela inflação.

    5. “Programa de Marina reduz a pó política industrial.”
    A presidente Dilma realmente não precisa ter essa preocupação, pois ela mesma já fez o serviço. O Plano Brasil Maior, lançado em 2010 com metas para 2014, não conseguiu entregar sequer um de seus vários objetivos.
    Dilma oferece simplesmente o maior processo de desindustrialização da história brasileira, fazendo o presidente da Fiesp afirmar categoricamente que somente louco investe hoje no Brasil.
    Seria pertinente preocupar-se com a própria política industrial antes de amedrontar-se com o programa alheio.
    Quem defende uma política de campeões nacionais, em que se escolhem a priori os vencedores da prática concorrencial desafiando a lógica de mercado, não entende absolutamente nada de empreendedorismo e política industrial.
    O maior elogio que Marina poderia receber à sua política industrial é a desconfiança de Dilma.

    6. “A política monetária foi exitosa.”
    A frase foi proferida por Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, em seminário nos EUA sobre política monetária. A inflação brasileira tem sistematicamente namorado o teto da meta, de 6,50% em 12 meses, ignorando o princípio básico de um sistema de metas, em que o centro do intervalo deve ser perseguido. A banda de tolerância de dois pontos existe apenas para abarcar choques exógenos.
    A rigor, a inflação em 12 meses está até acima do teto. O IPCA de agosto aponta variação de 6,51% em 12 meses, estourando o limite superior do intervalo.
    Transformamos o teto no nosso objetivo e represamos cerca de dois pontos de inflação através do controle de preços de combustíveis, energia e câmbio.
    Esse é o tipo de êxito que esperamos da política econômica?

    7. “Precisamos de um pouco mais de inflação para não perder empregos.”
    Para ser justo, a frase, ao menos que seja de meu conhecimento, não foi dita ipsis verbis por nenhum membro do Governo. Entretanto, a julgar pelas decisões e diretrizes de política monetária, parece permanecer o racional da administração petista.
    O velho trade-off entre inflação e crescimento, em pleno século XXI?
    Bom, antes de entrar no debate acadêmico, pondero que poderia até ser verdade se houvesse, de fato, crescimento. Conforme supracitado, não é o caso.
    Ignorando esse fato e fingindo que vivemos crescimento econômico pujante, a questão sobre o trade-off entre inflação e crescimento parece apoiar-se numa discussão tacanha sobre a Curva de Phillips.
    O debate até faria sentido se estivéssemos nos idos de 1970. Dai em diante, Friedman, Phelps e outros destruíram o argumento de mais inflação, mais emprego.
    A partir da síntese de 1976, naquilo que ficou batizado de crítica de Lucas, com trabalhos posteriores sobretudo de Kydland e Prescott, a fronteira do conhecimento passou a incorporar a ideia de que o trade-off entre inflação e desemprego existe apenas a curtíssimo prazo.
    Ao trabalhar com uma inflação sistematicamente mais alta, rapidamente voltamos a um novo equilíbrio, com nível de preços maior e o mesmo nível de emprego original.
    E, sim, o espaço aqui está aberto para o pessoal da Unicamp rebater o argumento de Lucas (professor Belluzzo incluindo, sem nenhum tipo de enfrentamento aqui; convite educada e genuinamente a um derbi das ideias). Criticam-nos por ouvir apenas a oposição e ignoram que eles declinam nosso convites - só pode haver vozes governistas e/ou heterodoxas em nossos eventos se elas aceitarem participar, certo? Lembre-se: fizemos o convite ao competente Nelson Barbosa, que, infelizmente, não pode comparecer por incompatibilidade de agenda.

    8. “As contas públicas estão absolutamente organizadas. O superávit primário, embora menor do que em 2008, é um dos maiores do mundo. Dizer que há uma desorganização fiscal é um absurdo.”
    A preciosidade foi dita pelo ministro Guido Mantega em entrevista ao jornal Valor. O superávit primário do setor público não é somente menor àquele de 2008. No primeiro semestre, foi o menor da história, em R$ 29,4 bilhões.
    Nos últimos 12 meses, a variável marca 1,4% do PIB, sendo metade derivado de receitas extraordinárias, como Refis e leilão de libra. E se considerarmos o atraso em pagamentos em subsídios, precatórios e repasses aos bancos públicos para benefícios sociais, provavelmente não passamos de 0,5% do PIB.
    O déficit nominal bate 4% do PIB, flertando com aumento de dívida, maiores impostos e/ou mais inflação à frente. Essa é a herança que a “absoluta organização das contas públicas está nos deixando.”

    9. “Nunca foi feito tanto pelo pobre neste país.”
    Intuitivamente, você já poderia desconfiar da afirmação quando pensa na inflação, que é um fenômeno essencialmente ruim para as classes mais baixas. Os abastados têm um estoque de riqueza aplicada em ativos que remuneram acima da inflação. Logo, estão em grande parte protegidos. A inflação é um instrumento clássico de concentração de riqueza.
    Mas há de ser além da simples intuição, evidentemente. Aqui, a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2012, última disponível, é emblemática.
    A constatação principal é de que, depois de 10 anos ininterruptos de melhora, a desigualdade de renda para de evoluir em 2012. O coeficiente de Gini, medida clássica de equidade, para de cair e as curvas de Lorenz de 2011 e 2012 são sobrepostas.
    Em adição, a relação existente entre a renda apropriada pelo 1% mais rico da população e os 50% mais pobres aumenta de 0,66 para 0,69. Ou seja, o resultado é simples: quebramos uma sequência de 10 anos de avanço da distribuição de renda no Brasil.
    A política econômica heterodoxa não cresce o bolo e também não o distribui de forma mais equitativa.

    10. “A oposição faz terrorismo eleitoral.”
    Se você compactua com um dos nove pontos anteriores, você é um terrorista eleitoral, egoísta e interessado apenas em si mesmo. Provavelmente, é financiado por um dos candidatos de oposição.
    Enquanto isso, a situação acusa a candidata oposicionista de homofóbica e de semelhanças com Fernando Collor. Sim, ele mesmo, parte da base de apoio da....situação.
    Seríamos nós, analistas e economistas, os terroristas?
    Essa é a herança que fica para 2015. Você tem dois caminhos a adotar: o primeiro é esperar as consequências materiais dessa gestão desastrosa sobre seu patrimônio, e o segundo é começar a se mexer, de modo a proteger ou até mesmo aumentar suas economias.
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  2. #2
    Acesso ao Clube Avatar de thz.thiago
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    Se a Dilma criar o Bolsa Muambeiro eu voto nela!!
    "Tarde demais eu te amei!

    Eis que habitavas dentro de mim e eu te procurava do lado de fora!" ( Santo Agostinho )

  3. #3
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    O engraçado é que com todos que converso ninguém suporta ela, e não conheço ninguém que votaria nela, e como pode ela ter tantas intenções de voto.
    Está cada dia pior, muitos conhecidos tento que fechar suas empresas. como nunca tinha visto na minha vida. Um País estagnado, e sem perspectivas de melhoras.
    Estou muito desanimado, isso sim. Precisamos de mudanças.
    A estratégia sem tática é o caminho mais lento para a vitória. Tática sem estratégia é o ruído antes da derrota.

  4. #4
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    Viva a Bolsa Muambeiro

  5. #5
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    a décima primeira ela copiou do Lula: Não sabia de nada em relação as propinas da Petrobras. Eta país sem lei esse nosso!!!!

  6. #6
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    Tenho alguns amigos que são petistas, mas os caras são de boa, eles defendem o partido deles quando é necessário, mas eles reconhecem que nem tudo é perfeito na gestão do PT, e que há muitos erros e irregularidades que precisam ser solucionados, até aí tudo bem, respeito esse tipo de gente, mas o pior são esquerdalhas bitolados que tratam o PT da mesma forma que fosse uma religião, falam um monte de merda e acham que absolutamente tudo que o Lula e a Dilma disserem é perfeito, inconstestável e que todos os projetos são imaculados e se você constestar qualquer coisa que a Dilma fez ou disse, logo você é chamado de tucano, coxinha, capitalista,''zelite,'' e por aí vai, o pior é que a maioria deles tem essa mentalidade, agem na internet e fora dela como uma espécie de testemunhas de Jeová do PT...

    Apesar de tudo, há grandes chances da Dilma se reeleger, pois além das urnas fraudadas, e do povão alienado que não entende nada política e votam em candidatos como o Tiririca, tendo como único critério, a palhaçadinha que ele fez no horário eleitoral, mais uma vez os votos estarão descentralizados, um grupo votará no Aecio, outro grupo votará na Marina, outro grupo votará no Pastor, outros votarão nos candidatos menores ou não votarão em ninguém, e o restante votará na Dilma, darei um exemplo, suponhamos que todos os candidatos juntamente com os votos brancos e nulos somem 80% de modo que os outros 20% estarão totalmente centralizados na Dilma, portanto os eleitores da Dilma, assim como ocorreu nas eleições de 2010 serão novamente a minoria, mas uma minoria percentual unida que focará todos os seus votos na Dilma. Isso realmente é preocupante, enquanto todos os partidos fazem propagandas anti-Dilma e pró-partido deles, na verdade estão complicando ainda mais a situação dividindo os eleitores em diversos grupos e fazendo um grande um favor a Dilma, ajudando ela a se reeleger.

  7. #7
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    Não sou Ptetista, Psdebista ou watever, votei na dentuça mas na moral ela errou muito.

    Aécio não vai resolver nada, talvez espalhar aeroporto para tudo que é lado, Dilma vai dar continuidade a isso tudo, Marina é uma incógnita.

    Acho que é momento de dar chance para outro tentar, PSDB já tentou e cagou no pau, PT está fazendo o mesmo então que venha outro, é hora de pegar o chapéu colocar na cabeça e sair fora.

  8. #8
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    Poderia rolar uma pesquisa ou votação no forum pra avaliar como estão as intenções de votos do pessoal aqui...

  9. #9
    Senior Member Avatar de Marcos
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    dilma.jpg
    Só pra relaxar kkkkk

  10. #10
    Super Moderador Avatar de rod8773
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    Não entendo nada de política, mas nunca vi reclamarem tanto de como anda as coisas, seja em âmbito comercial, financeiro, de saúde, etc
    um bob pra descontrair desse jogo burocratico

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